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quarta-feira, 14 de março de 2018

Os nove primeiros projetos propostos para o EE4J

Os primeiros nove projetos propostos pela Eclipse Foundation destinados a serem incluídos no Eclipse Enterprise for Java (EE4J) foram feitos. São eles:

Eclipse Grizzly
Eclipse OpenMQ
Eclipse Mojarra
Eclipse Message Service API para Java ( JSR 914 )
Eclipse Tyrus
Eclipse Java API para RESTful Web Services (JAX-RS)
Eclipse Jersey
Eclipse WebSocket API para Java ( JSR 356 )
Eclipse JSON Processing

Como descrito na carta do EE4J, esses projetos foram criados como parte do processo de transição das tecnologias do Java EE 8 e GlassFish da Oracle para a Eclipse Foundation. Todos os projetos novos seguem o processo de desenvolvimento do Eclipse para ser integrado ao EE4J.

Dois projetos adicionais, EclipseLink e Eclipse Yasson , já estão no processo de migração para o EE4J . Informações relevantes para todos os projetos da Fundação Eclipse podem ser encontradas em seu site de notícias sobre atividades de projetos .

Dmitry Kornilov, gerente sênior de desenvolvimento na Oracle, e Mike Milinkovich, diretor executivo na Eclipse Foundation, falaram com o InfoQ sobre esses nove novos projetos.

Uma pergunta importante bem como sua resposta:

InfoQ: O que está no horizonte para o EE4J?

Kornilov: Há muitas coisas acontecendo. O primeiro objetivo é transferir todos os projetos Java EE para a Eclipse Foundation e lançar a primeira versão do EE4J. O plano é que essa versão seja compatível com o Java EE 8. O segundo objetivo é definir um novo processo de padronização que será utilizado no EE4J e irá substituir o processo da JCP que era utilizado no Java EE. E o objetivo final é que, com o processo de padronização definido, seja lançada uma nova versão totalmente desenvolvida pela comunidade Enterprise do Java.

Fonte: InfoQ, adaptado.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Eclipse passa a gerir desenvolvimento da Java EE

A Eclipse Foundation vai passar a ser a entidade administradora das especificações Java Enterprise Edition (JEE), antes controladas pela Oracle, que deixou de ter interesse em gerir a plataforma. Como parte da adoção, o Java EE provavelmente receberá um novo nome, algo que a Oracle recomenda na sua proposta de alterações.

Há cerca de um mês atrás, a Oracle disse que iria acabar com o papel de administração do Java EE e transformá-lo em uma base de código aberto. Na sequência de consultas com parceiros para tecnologia Java, como a IBM e a Red Hat, e depois de reunir-se com várias fundações, a Oracle selecionou uma organização com largo histórico no desenvolvimento da Java: a Eclipse Foundation.

Esta criou o seu popular Eclipse IDE e geriu várias outras tecnologias Java. “A mudança do Java EE para um cenário de governo e colaboração aberta será um processo, e não um evento”, avisou o diretor executivo da Eclipse, Mike Milinkovich.

“As nossas discussões iniciais com Oracle, IBM e Red Hat mostraram que há muito apoio para isso acontecer nas equipas de liderança dessa empresas”.

Milinkovich concorda com a Oracle sobre a necessidade de a Java EE ser revista para suportar melhor cloud computing.


Fonte: ComputerWorld

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Primeiro marco do Eclipse com suporte à Java 7

O atual marco de desenvolvimento do ambiente Eclipse, versão 3.8M1, está agora no mesmo patamar que as ferramentas IntelliJ IDEA 10.5 e Netbeans 7.0.1, já suportando oficialmente a linguagem de programação Java 7. Apesar desse suporte estar disponível, à principio, nas antigas versões beta do Eclipse, sem um Java 7 "oficial" não poderia haver realmente suporte algum.

Os recursos disponíveis incluem a assistência de conteúdo para instâncias genéricas de criação, a remoção da especificação redundante de argumentos "type", suporte a editor e refatoração para as novas sintaxes "try/multi-catch" e "try-with-resources", e a refatoração de declarações "switch" baseadas em "strings".

As compilações de integração do Eclipse 3.7.1 já permitem que desenvolvedores acessem os recursos da linguagem Java 7, e o suporte ao Java 7 para o Eclipse Indigo regular está agendado para setembro desse ano.

Fonte: LinuxMagazine

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Oracle doa projeto open source Hudson para Eclipse Foundation

Companhia, com a iniciativa, tenta dissuadir criador do código fonte de cindir a tecnologia para promover uma iniciativa própria

A Oracle doou nesta quarta-feira (04/05) o código open source Hudson - que chegou à sua carteira quando a companhia comprou a Sun Microsystems - para a Eclipse Foundation. O código gerou polêmica no final de janeiro quando o fundador do projeto, Kohsuke Kawaguchi, declarou que ele deveria ser dividido, como forma de criar um ramo livre e fora do controle da gigante.

O Hudson gerencia automaticamente todas as mudanças para o software de sistema enquanto ele é desenvolvido dentro da plataforma Java. Ele ganhou o Duke’s Choice por melhor software Java no 2008 JavaOne Conference e é amplamente usado por programadores da plataforma. Kawaguchi ainda tem crédito com a lealdade de alguns desenvolvedores, que o o seguiram em seu novo projeto, o Jenkins.

A Oracle luta contra a divisão do código fonte do Hudson recrutando patrocinadores corporativos, ao passo que o Java tenta um reinício sob o controle da empresa. A VMware - proprietária do Spring Framework - e a IBM, com suas ferramentas de desenvolvimento Rational e WebSphere middleware, estão apoiando o versão Oracle do projeto, segundo anúncio da própria empresa na quarta-feira.

Controvérsia

Foi mais um episódio da saga de projetos de código aberto a ser absorvida pela gigante de dados que em alguns casos prosperou (BerkeleyDB, InnoDB) e em outros colidiu com a cultura corporativista (Apache Harmony).

Assim que a Oracle adquiriu o controle, Kawaguchi se exasperou com os questionamentos da empresa a respeito da sua liderança de projeto. No final de janeiro, ele lançou um segundo projeto – o já citado Jenkins – para obter uma versão do Hudson sob as restrições da Oracle. A empresa rebateu que possuía os direitos do nome Hudson e os produtos com o mesmo nome necessitavam de sua aprovação.

O arquiteto chefe e vice-presidente sênior de ferramentas e middleware da Oracle disse na terça-feira (03/05) que no final de janeiro a empresa queria que o projeto fosse melhor dirigido. “O projeto não tinha estrutura. Uma única pessoa tomava todas as decisões”.

Kawaguchi afirmou em seu blog pessoal, em janeiro, ter percebido que a Oracle não o queria no comando do projeto.

O ex-executivo da JBoss que se tornou CTO da Red Hat middeware e, agora, é CEO da CloudBees, Sacha Labourey, foi chamado como interventor entre as duas partes. Não funcionou e Kawaguchi anunciou a divisão no código no final de janeiro, quando iniciou o projeto em torno do Jenkins.

Revitalização

Em resposta, Farrell, da Oracle, apostou na revitalização do Hudson como um projeto open source. Além de doar o código para o Eclipse, ele disse que a empresa e outros parceiros irão empregar um desenvolvedor em tempo integral para atuar como revisor final do código para o projeto. Anteriormente, o projeto tinha seis desenvolvedores em tempo integral; segundo Farrell, brevemente terá 12.

Sonotype - um fornecedor comercial de desenvolvedores de código aberto Maven – vai fornecer um revisor em tempo integral para o Hudson dentro da Eclipse Foundation. VMware e Tasktop –fornecedor de código e ferramentas para desenvolvedores de tarefas de monitoramento baseado na fonte aberta Mylyn – vão empregar um revisor em tempo integral, assim como a Oracle. A Intuit e a IBM estão copatrocinando com a Oracle a submissão do Hudson para a Eclipse Foundation. Se aceita, a Oracle fornecerá o líder de projeto para substituir Kawaguchi.

Farrell alega que não sabe dizer qual projeto será mais produtivo, mas diz que a maneira da Oracle dará a Hudson uma melhor liderança.

Entre outras coisas, o Hudson – quando escrito em Java – pode ser usado para gerenciar projetos em outras línguas. Também pode ser usado por desenvolvedores dos apps do iPhone para desenvolver e manter o código em Objective C.

Farrell alega que o Hudson tinha 21 mil usuários ativos antes da divisão. Desde então, a empresa conseguiu rastrear 15 mil, que já demonstraram interesse no projeto. A contagem exata dos usuários de códigos open source são notoriamente difíceis de mensurar; identificar a lealdade a elas é ainda mais complicado.

A empresa manteve outro código, como o MySQL, mesmo depois dos principais líderes do projeto – incluindo Michael Monty Widenius – terem saído. Sua decisão de doar para o Eclipse pode ser em parte uma tentativa de recuperar o status de amistoso com a open source, após a partida amarga no ano passado de respeitados desenvolvedores Apache Harmony do Java Community Process, a organização em formação de desenvolvimento Java.

Texto Original Redigido por Charles Babcock | InformationWeek EUA
(Tradução: Alba Milena | Revisão: Adriele Marchesini)
Fonte: IT Web