quinta-feira, 21 de abril de 2016

Oracle libera 136 atualizações de segurança para diversos produtos

A Oracle liberou outra atualização “monstruosa” de segurança. A companhia corrigiu 136 falhas em uma grande quantidade de produtos. O conserto inclui o Database Server, E-Business Suite, Fusion Middleware, Oracle Sun Products, Java e MySQL.

A maior mudança foi a adoção do Common Vulnerability Scoring System (CVSS) 3.0, que reflete com mais acerácea o impacto das falhas do que a versão anterior e permite identificar a severidade de algumas ameaças e quais devem ser priorizadas.

Dentre as brechas consideradas elevadas ou críticas, estão o Oracle Database Server, Fusion Middleware, Enterprise Manager Grid Control, E-Business Suite, Supply Chain Products Suite, PeopleSoft Products, Financial Services Software, Java SE, Sun Systems Products, Virtualization, MySQL e Berkeley DB.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Google e Oracle não conseguem chegar a acordo sobre Java no Android

Foram seis horas no tribunal e nenhum desfecho. Os líderes do Google e da Oracle se encontrarem na sexta-feira (15/04) para decidir se houve ou não quebra de patentes na utilização do Java para construção do Android. Por fim, as empresas não chegaram a um acordo.

“Depois de uma primeira rodada, esse caso falhou. A corte observou que alguns casos precisam ser julgados. Esse, aparentemente, precisa ser julgado duas vezes”, disparou o juíz Paul Singh Grewal, magistrado responsável por mediar as conversas.

A Oracle acusa o Google de violar patentes do Java na construção do sistema operacional móvel Android. Enquanto a gigante de buscas alega que não cometeu nenhum crime, devido a forma como utilizou a plataforma, a fabricante de tecnologias de banco de dados cobra US$ 9,3 bilhões em danos.

Um relatório da empresa de Larry Ellison estima que os danos causados pela alegada violação cometida consideram US$ 475 milhões por quebra de direitos autorais e US$ 8,8 bilhões frente ao lucro obtido a partir do Android

Uma nova audiência para decidir o rumo da disputa deve ocorrer dentro de um mês. Os advogados da companhia de Sundar Pichai esperam reduzir o valor cobrado.

Fonte: IdgNow

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Lista das 10 mulheres mais influentes do mundo Java inclui brasileira

Os homens podem predominar em quantidade no cenário mundial da ciência da computação, mas a legião (crescente) de mulheres cientistas ganha cada vez mais reconhecimento do mercado. Um bom exemplo é a lista "10 Influential Women in Java, Scala and Everything in Between”, anunciada recentemente por uma publicação especializada em Java, que destaca as dez mulheres mais influentes em Java, Scala e no ecossistema que abarca essas tecnologias.

O novidade é que a lista inclui uma brasileira, a gaúcha Fabiane Nardon, Cientista Chefe da empresa Tail Target, primeira DMP (Data Management Platform) do Brasil e a maior plataforma de Data Science para publicidade no país. Fabiane também é fundadora da empresa Tools Cloud Inc., um ambiente de desenvolvimento Open Source na nuvem.

Fabiane é PhD em Engenharia Eletrônica pela Escola Politécnica da USP, Mestre em Ciência da Computação pela Universidade de São Paulo e Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade de Passo Fundo, Em 2015 foi uma das ganhadoras do Duke’s Choice Award 2015, promovido pela Oracle e considerado o ‘Oscar’ da tecnologia Java.

A cientista lidera diversas comunidades, incluindo a JavaTools na Java.net, dentro da qual mais de 800 projetos open source foram criados. Ela faz parte ainda do comitê responsável pela definição do programa do QConSP, do JavaOne, OSCON e TDC. Entre suas especialidades estão Java, Computação em Nuvem, JEE, JEE, Open Source, Arquitetura de Software, Plataformas de Software, Agile Development, concepção de produtos baseados em Internet, Big Data e Data Science

“O reconhecimento da comunidade é provavelmente a maior distinção que um profissional pode almejar, ainda mais quando nos destaca em ambiente no qual a presença masculina é predominante”, diz Fabiane. Uma pesquisa realizada em 2015 pela Stack Overflow, comunidade global online que reúne mais de 4,7 milhões de desenvolvedores, com mais de 26 mil respondentes, mostrou que apenas 5,8% dos desenvolvedores são do sexo feminino.

Conheça abaixo a lista completa das mulheres "mais influentes em Java, Scala e tudo o mais”:

Trisha Gee (JetBrains)

Jessica Kerr (Software Developer at Stripe)

Agnès Crépet (Java Activist)

Monica Beckwith (Java Performance Consultant)

Heather VanCura (Director of JCP at Oracle)

Linda Van Der Pal (Founder of Duchess)

Fabiane Bizinella Nardon ( Chief Scientist at TailTarget)

Heather Miller (Executive Director of the Scala Center at EPFL)

Yara M H Senger (GlobalCode and TDC)

Tori Wieldt (Developer Advocate at New Relic)

Fundada em 2012, a Tail Target fornece ao mercado publicitário o serviço de Behavioral Targeting, dados de comportamento de 390 milhões de internautas na América Latina, segmentados em mais de 200 categorias, que permitem criar estratégias que impactem o comportamento de compra do consumidor para entregas de campanhas online.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Maior integração: Google estuda trocar Java por Swift como linguagem de base para o Android

O Google está considerando seriamente trocar a linguagem de programação usada no Android. A Swift, linguagem criada pela Apple em 2014, mais simples e leve que a Objective C e a C++, deve se tornar a base do sistema do robozinho, substituindo o java. Inicialmente, porém, a ideia é ampliar o suporte dado à linguagem da Apple, com a criação de um runtime para facilitar a conversão de apps do iOS para o Android, preparar APIs, bibliotecas e outras ferramentas, permitindo que todos os aparelhos, até os mais antigos, consigam rodar os programas.

A Swift, que já está em sua segunda versão, rapidamente ganhou a comunidade de desenvolvedores por ser uma linguagem simples, rápida, que permite a detecção e correção de bugs de forma muito mais prática do que a Objective C. A Apple tornou a linguagem open source no fim do ano passado. Já existem programas que permitem o uso da Swift para programar para Android e Windows, mas o Google quer introduzir a linguagem como primeira classe no sistema, facilitando ainda mais.

Fonte: Tudo Celular

Google contesta avaliação de R$ 34 bilhões em processo da Oracle

Um dos destaques da semana tem sido a briga entre o Google e a Oracle, que processou a gigante de buscas pelo uso irregular do Java no sistema operacional Android.

O Google contestou a avaliação da dívida, de US$ 8,8 bilhões, pelo uso de certas partes da linguagem de programação. Os cálculos da dívida são referentes apenas ao lucro obtido pelo Google com o uso do Java no sistema mobile, mas a Oracle ainda reivindica US$ 475 milhões pela quebra de direitos autorais. O total calculado é de cerca de US$ 9,3 bilhões, aproximadamente R$ 34 bilhões.

Apesar dos valores terem sido sugeridos pelo Dr. James Kearl, especialista contratado pelo tribunal, o Google afirma discordar completamente da avaliação, "feita com base em um quadro analítico impróprio", segundo a companhia.

 A briga judicial entre as empresas teve início em 2010 e em 2012 as gigantes se enfrentaram no tribunal. Contudo, o processo não foi resolvido na ocasião, pois, aparentemente, o Google poderia fazer uso do Java em algumas circunstâncias.

A próxima fase do processo ocorrerá no dia 27 de abril, quando o júri decidirá se Mountain View tinha o direito de fazer uso do Java gratuitamente ou se deve a Redwood um valor de direitos autorais pela utilização de anos sem licença.  O documento do processo, liberado nesta quarta-feira (30), pode ser lido na íntegra aqui.

Fonte: CanalTech

terça-feira, 29 de março de 2016

Oracle processa Google em US$ 9,3 bilhões por uso do Java no Android

A Oracle está cobrando judicialmente US$ 9,3 bilhões do Google por uso do Java no Android. A companhia de banco de dados entrou com a ação há seis anos, alegando que a gigante de buscas precisaria pagar licenças para utilização de partes de sua tecnologia em seu sistema operacional móvel.

As empresas se encontraram no tribunal para discutir o assunto em 2012. Mas, na ocasião, o júri ficou dividido em uma questão que indicava que a ferramenta teria algumas permissões de utilização em circunstâncias limitadas. Larry Ellison e Eric Schmidt se encontrarão novamente em frente a um juiz em maio.

A Oracle contratou um especialista, que elaborou um relatório que lista e calcula os danos causados pela alegada violação cometida pelo Google. Pleito contempla US$ 475 milhões por quebra de direitos autorais e US$ 8,8 bilhões frente ao lucro obtido a partir do Android

Os valores poderiam ser reduzidos se o caso não tivesse chegado a instâncias jurídicas. De fato, o montante pedido é cerca de 10 vezes maior do que a última vez que as companhias se encontraram na justiça.

O aumento reflete o crescimento dramático do Android e do mercado de smartphones ao longo dos últimos anos. O novo julgamento vai cobrir seis versões adicionais do Android, chegando até o Lollipop.

O Google contratou seu próprio especialista para defender que o valor devido é bem inferior ao pleiteado pela Oracle. O documento com a estimativa da empresa, porém, ainda não veio a público.

A gigante de buscas preferiu não respondeu ao um pedido de comentário e um porta-voz da fabricante de bancos de dados se recusou a se manifestar.

No primeiro julgamento, o júri considerou que o Google violou um copyright que pertencia à Oracle ao usar no Android sua “estrutura, sequência e organização” de 37 interfaces de programação Java.

O juíz William Alsup, mais tarde, determinou que APIs não são elegíveis para se beneficiar de direitos autorais nos Estados Unidos, decretando um golpe quase falta às intenções da Oracle, que resolveu apelar à Suprema Corte norte-americana.

Porém, é bastante estranho a ideia de uma companhia usar a tecnologia de outra como um dos alicerces de seus sistemas operacionais sem obter uma licença (que, no caso, era vinculada à Sun).

A gigante, na época que apostou no Android, estava correndo para ter um sistema operacional pronto para o mercado antes de seus concorrentes. Para isso, optou por usar Java que, afinal, já era usado por milhões de programadores familiarizados com a linguagem.

O Google nega qualquer irregularidade. A companhia afirma que o uso da plataforma é coberto é justa e que permite a cópia em casos limitados. 

Oracle libera correção de emergência para o Java Runtime Environment

A Oracle liberou uma atualização de emergência para o Java SE que corrige uma vulnerabilidade crítica detectada em 2013. A empresa correu para corrigir o problema após a empresa Security Explorations revelar que uma correção liberada em 2013 (CVE-2013-5838), que supostamente corrigia a vulnerabilidade tratada agora, era ineficiente, podendo ser trivialmente contornada. E que, portanto, continuava explorável nas últimas versões do Java.

A vulnerabilidade afeta o Java SE em execução em navegadores web em desktops (Windows e outras plataformas). A vulnerabilidade não é aplicável a implementações de Java em servidores ou em aplicações standalone. Ela também não afeta software baseados em servidores Oracle.

A empresa aconselha os usuários a instalarem as novas atualizações do Java o mais rápido possível por causa da gravidade da falha e "da divulgação pública de detalhes técnicos".

De acordo com Oracle, a vulnerabilidade pode ser explorada remotamente sem autenticação, ou seja, pode ser explorada através de uma rede sem a necessidade de um nome de usuário e senha. Basta que o usuário navegue em uma página web maliciosa.

Os usuários do Windows podem baixar a versão mais recente do http://java.com, ou usar as atualizações automáticas para obter a versão mais recente.

Fonte:IdgNow